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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Hoje há Benfica!!!

Não, a nossa equipa de futebol continua de férias, pelo menos por mais algumas semanas...

Tal como o nosso Voleibol e Basquetebol. O Futsal e o Hóquei em Patins são no fim-de-semana...

Então? (perguntam vocês)...

Esta noite há Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica. É apenas e só a reunião magna dos benfiquistas, uma das mais importantes manifestações do nosso benfiquismo, da democracia que é já secular na nossa instituição.

Por muito que queiram menorizar o evento, trata-se de um momento importante. Para já porque implica a aprovação (ou não) das contas do clube. Depois porque permite, ainda que por apenas uns minutos, a discussão livre do que nos vai na alma.

E como quem não participa, não pode depois exigir mudanças, seria importante que estivessem na Assembleia o maior número de pessoas possível. Porque o futuro passa sempre por aqui!

Apareçam!!!

M.

terça-feira, 6 de março de 2012

Alternativa à Sport TV









Um modelo de negócio alternativo ao actual passaria por transmissão exclusiva dos jogos através da Benfica TV. Aqui o modelo de exploração das transmissões televisivas poderia assentar numa solução Pay per View.

Actualmente um cliente da Sport TV paga um valor mensal por todos os canais desta empresa. É válido.

O Benfica teria que optar por uma solução, tecnologicamente até simples de implementar, de permitir a quem tem a Benfica TV de pagar para assistir ao(s) jogo(s) em casa do SLB que pretender:
- Em regime de jogo por jogo, com um valor por cada um
- Através de um pacote anual com todos os jogos que permite um encaixe inicial de valor com um desconto sobre todos os jogos de uma percentagem pré-definida (tal como os lugares cativos ou Red Pass actual).

Considerando os 15 jogos por época e dividindo estes em jogos com equipas mais pequenas (13) e os clássicos com o Sporting e FC Porto. Se o Benfica cobrasse 5 € por cada um dos jogos com equipas menores e 10 € pelos jogos com Sporting e FC Porto, teríamos um nível de receitas entre:
- Cem mil espectadores pagantes - 8,6 milhões de Euros/época
- Um milhão de espectadores pagantes - 86 milhões de Euros/época

Por pagantes, consideramos sócios, simpatizantes, bares e cafés, restaurantes. O âmbito é global, ou seja, não se limita neste caso ao território nacional até porque temos muitos benfiquistas espalhados pelo mundo.
Isto sem receitas de publicidade incluídas e sem a revenda destes direitos a televisões estrangeiras para o acesso das comunidades portuguesas no estrangeiro (para os espectadores que não usufruam do Pay-per-View). Por exemplo a TVI pagou 270.000,00 por jogo por 2 anos de transmissões da Liga ZON-Sagres...

Para além disso uma Sport TV sem os jogos em casa do Sport Lisboa e Benfica vale bem menos que actualmente em que pode passar todos os jogos do nosso clube (fora e casa). O que pode significar uma machadada real no sistema, cortando-lhe uma fonte de rendimentos interessante.

Outras conclusões:
1) A Olivedesportos vai rapidamente encontrar um candidato às eleições do Benfica (Setembro) que defenda os seus direitos.
2) Vamos ouvir falar cada vez mais de uma negociação colectiva dos direitos televisivos para "defender os interesses dos pequenos clubes" mas que será uma forma de a Olivedesportos tentar conseguir os direitos do Sport Lisboa e Benfica por outra via.
3) Mais importante se torna a conquista do campeonato este ano e no próximo como forma de mostrar que aliamos a esta pujança financeira, o acesso directo à Liga dos Campeões e os títulos. Além disso, ganhando o campeonato este ano, Luís Filipe Vieira garante desde já a reeleição.

Veremos as cenas dos próximos capítulos!

M.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Saudades do Futuro


Uma das principais críticas que os nossos adversários fazem ao Sport Lisboa e Benfica e aos seus adeptos é que vivemos das glórias passadas, do que ganhámos e de um tempo que já não o é... Isto para contraporem os seus sucessos recentes numa lógica de que apenas algum passado (o que aconteceu há menos tempo) é que interessa!

No Sport Lisboa e Benfica orgulhamo-nos do nosso passado, desde o 1º dia em que à porta da Farmácia Franco aquele grupo de 24 amigos (ex-casapianos) fundou o Sport Lisboa, a 28 de Fevereiro de 1904. Sem grandes condições financeiras, sem campo próprio, sem favores das autoridades da altura e desde logo assediado pelos concorrentes face à qualidade demonstrada fomos crescendo de forma sustentada

Desde o primeiro dia que nos habituámos a enfrentar essas dificuldades sem medo. E cada vitória, cada jogo, cada troféu é para nós um motivo de orgulho. E mesmo quando as coisas correram menos bem, quando o destino nos virou as costas e sofremos desilusões atrás de desilusões, continuámos com a chama vermelha ao peito.

Por termos orgulho em todo o nosso passado, não temos receio de o mostrar, de o ostentar como sendo as nossas medalhas de honra. Preocupava-me se só tivéssemos isso... Se hoje alguém olhasse para o Sport Lisboa e Benfica como um clube apenas com passado ficava triste. Uma coisa é viver no passado e nas glórias de ontem, outra muito diferente é mostrar o que temos para o projectar no futuro!

É isso que os nossos adversários mais temem. Não é o nosso passado nem os nossos títulos (embora gostassem de ter o mesmo registo) mas o nosso potencial, a nossa dimensão de clube mundial. Qualquer clube que tenha passado pelo que o Benfica passou na década de 90 estaria hoje de rastos. Mas demos a volta, tornámo-nos no maior clube do mundo e continuamos a crescer!

Dominamos o panorama nacional em muitas modalidades, somos ambiciosos e crentes na nossa capacidade para ir mais longe sem olhar a ninguém. Temos equipas fortes no Voleibol, no Basquetebol, no Andebol, no Hóquei em Patins, no Futsal, no Atletismo, na Natação, etc. Mais do que isso, temos projectos competitivos em todas as modalidades com uma forte aposta na formação e no longo prazo.

E no futebol, temos finalmente condições para ter sucesso continuado no longo prazo para sermos competitivos internamente mas, mais que tudo, na Europa. Sinto que a formação começa a dar frutos e a permitir, ano a ano, que jovens jogadores integrem o plantel principal. Sabemos fazer prospecção de mercado e temos condições para cumprir os compromissos financeiros que aceitamos. A estrutura profissional não fica atrás de nenhuma a nível nacional e de poucas em termos internacionais.

Sinto o Benfica com um brilho especial nos olhos, aquele que temos quando sentimos saudades do futuro!
 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Do Minho até Timor (e mais além)

Para justificar a guerra contra os movimentos de libertação nas antigas colónias portuguesas, a propaganda do Estado Novo criou a frase "do Minho até Timor" com o objectivo de mostrar um país único apesar das distâncias e diferenças culturais.

O rolo compressor da História veio mostrar que o "todo o mundo é composto de mudança" e não se compadece com impérios de papel. Mais do que qualquer ex-colónia,  Timor (Lorosae ou Timor-Leste, como quiserem chamar) sofreu as consequências de uma colonização demasiado longa e de uma descolonização desastrosa. No auge de uma Guerra Fria feita de guerras por procuração, a Indonésia (com apoio dos EUA e da Austrália) invadiu o território em 1975 e levou a cabo, durante 24 anos, uma ocupação sangrenta na tentativa de calar a resistência de um povo abandonado por todos (inclusive Portugal durante algum tempo).

No jardim de infância tive um colega timorense que se chamava Flávio (se a memória a esta distância não me atraiçoa). Tímido, de poucas falas, tinha uns olhos enormes que falavam e exprimiam o que muitas vezes não dizia. Vivia com a família numa barraca que, junto ao rio Jamor, formava uma pequena comunidade de timorenses, refugiados num país que chamavam seu mas que, em 1980, os considerava párias. Flávio tinha uma camisola vermelha do Benfica que usava muitas vezes, mais do que os pais gostariam mas menos que as que ele queria. Tinha poucas coisas com que se orgulhar por viver onde vivia e por não poder voltar para Timor, como era desejo dos seus familiares. Mas aquela camisola era uma delas! Mesmo quando chovia o fazia mais frio, o Flávio aparecia com aquela camisola e era o centro das nossas atenções.

Com o referendo em 1999 e com a libertação do domínio indonésio, chegaram ao exterior histórias inacreditáveis, simples de pessoas que para sobreviver ao opressor durante tanto tempo se agarraram ao que podiam na ténue esperança de um dia serem livres. Muitos encontraram conforto na igreja e na fé, outros ao facto de serem e considerarem-se portugueses. Quando as bandeiras de Timor, da UDT e mesmo de Portugal foram banidas pelo invasor, alguns timorenses penduravam na parede bandeiras vermelhas com a águia do Benfica como referência ao passado e para desafiarem os indonésios.

Em 2010, uma comitiva do Benfica deslocou-se a Timor em resposta a um convite do Presidente Ramos Horta. O objectivo foi re-fundar o Sport Dili e Benfica e ajudar a que este clube possa crescer à par de Timor-Lorosae. A reacção dos timorenses foi tremenda e festejaram a presença de Luís Filipe Vieira, Nuno Gomes e outros, como poucas vezes aconteceu naquele território. A dimensão e a responsabilidade do Sport Lisboa e Benfica também se vê nestas ocasiões, mostrando a todos o que somos e o quanto nos une como comunidade.

Nunca mais me cruzei com Flávio mas quero acreditar que voltou ao seu país e hoje trabalha por um futuro melhor em Timor. Imagino-o a acenar à comitiva do Sport Lisboa e Benfica quando esta passou. E nos seus ombros uma criança, seu filho talvez, veste a tal camisola vermelha do Benfica que tanto orgulho lhe dava nos tristes dias de escola...

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Na Arte da Guerra



"Toda a guerra é baseada na dissimulação.
Assim, quando capazes de atacar, devemos parecer incapazes; ao utilizar nossas forças, devemos parecer inativos; quando estamos perto, devemos fazer o inimigo acreditar que estamos longe, quando longe, devemos fazê-lo acreditar que estamos perto." SUN TZU - "A Arte da Guerra"

Aconselho a todos a leitura da entrevista de Luís Filipe Vieira à Revista Única do Expresso. Finalmente o presidente do Benfica percebeu como lutar contra os nossos adversários (e não inimigos como muitos querem fazer parecer). Contra quem age à margem da lei, temos que ser (e parecer) limpos, contra quem domina o sistema, temos que denunciar os podres e mostrar, em campo, que somos melhores. Contra quem ganha há 25 anos como nenhum outro, temos que ser ainda melhores! Não há volta a dar, por muitos argumentos contra o "Sistema", o Porto tem ganho (bem ou mal, não me interessa). Porque ver os problemas apenas fora do Benfica é não enfrentar as nossas fraquezas. E temos tido demasiadas nos últimos anos...

Devemos apoiar-nos na nossa dimensão para saltarmos mais longe. É com cada vez mais sócios, cada vez mais receitas, cada vez mais apoiantes que conseguimos construir equipas competitivas não apenas no curto-prazo mas também a médio prazo. Mas se por um lado precisamos deste esforço para ter argumentos (jogadores, terinadores, staff de qualidade), há que encontrar um rumo, uma estratégia de longo prazo. E que a meu ver, está a ser (bem) conseguida:
1) Conseguir extrair real valor de bens que estão a ser desperdiçados (por erros passados) como as transmissões televisivas, com realce para a Benfica TV como alavanca presente e futura
2) Apostar na formação como principa fonte de jogadores para a equipa principal. Ainda não estamos neste patamar mas há sinais que a fonte, outrora seca, começa a correr novamente com cada vez mais valores a despontar.

Somos muitas vezes criticados por "vivermos no passado" e não sermos um clube com títulos recentes. Estas afirmações não andam longe da verdade mas qualquer outro clube que tivesse passado pelo que nós passámos nos últimos 20 anos estaria certamente na falência. É nas referências do passado que temos que encontrar exemplos, é na Nossa Mística que conseguimos inspiração...para ganharmos o presente.